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Rezar/Orar para santos é bíblico? |
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Um dos ensinamentos errôneos da Igreja Católica Romana é a doutrina de orar para os santos. O catolicismo ensina que é correto não só orar para Deus, mas também para criaturas, como Maria, José, e outros que já entraram no céu. É bíblico orar para qualquer pessoa, além de Deus? Nós acreditamos fortemente que não é bíblico, e que orar para qualquer pessoa além de Deus consiste em idolatria. Porém, católicos romanos tentam achar qualquer trecho das escrituras para demonstrar que orar para santos é permitido. Uma das seções das escrituras mais usadas para defender isso é Ap 5:8-14
"Logo que tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos. E cantavam um cântico novo, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo e nação; e para o nosso Deus os fizeste reino, e sacerdotes; e eles reinarão sobre a Terra. E olhei, e vi a voz de muitos anjos ao redor do trono e dos seres viventes e dos anciãos; e o número deles era miríades de miríades; e o número deles era miríades de miríades e milhares de milhares, que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor. Ouvi também a toda criatura que está no céu, e na Terra, e debaixo da terra, e no mar, e a todas as coisas que neles há, dizerem: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos: e os quatro seres viventes diziam: Amém. E os anciãos prostraram-se e adoraram." (Ap 5:8-14)
Vamos olhar para esse trecho de escritura da perspectiva católica romana, e analizar a posição deles.
O versículo 8 fala de "taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos". Os versículos 9-10 falam sobre um cântico novo, cantado no céu. O versículo 11 fala sobre aqueles ao redor do trono de Deus, e o versículo 12 fala que eles estavam dizendo "Digno é o Cordeiro...". O versículo 13 menciona todas as criaturas na Terra e no céu dizendo "Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos."
Nós não temos problemas com aqueles que estão no céu poderem ouvir o que é dito na Terra. Muitos cristãos dizem que isso não é possível, mas pelo visto é isso que é ensinado claramente aqui. Isso então justifica o ensinamento católico romano que diz para orar para aqueles que estão no céu? De forma alguma. Vamos dar uma olhada melhor nesses versículos.
Primeiro, sobre o versículo 8, as orações podem vir daqueles que já estão no céu? Não fica claro. Há interpretações diferentes acerca de quem os santos são exatamente, uma vez que as identidades dos mesmos não são demonstradas precisamente; afinal de contas, o Apocalipse é um livro altamente simbólico. Logo, não é possível demonstrar de forma conclusiva quem eles são, e por sua vez de quem são as orações. Por outro lado, o versículo 9 diz que "eles cantavam um cântico novo." Quem são "eles"? Teriam que ser ou os quatro seres viventes e/ou os 24 anciões, uma vez que "orações dos santos" não cantam. "Seres viventes" e "anciões" cantam.
Nos versículos 11-12 os anjos, os seres viventes, e os anciões, que estavam todos ao redor do trono (o que significa que eles estavam no céu), estavam adorando a Deus diretamente. O versículo 13 diz claramente que toda e qualquer criatura do céu ou da Terra estava adorando a Deus, e no versículo 14 os anciões prostraram-se e adoraram.
Segundo, o fato daqueles que estão no céu serem capazes de ouvir as orações daqueles que estão na Terra não significa que é correto orar para santos. Se eles podem ouvir as orações das pessoas, é porque Deus os permitiu ouvir. Pense no seguinte: aqueles que estão no céu podem ouvir as orações que só se passam nas mentes das pessoas? Eles podem ler mentes? É somente Deus que sabe todas as coisas, e somente Deus pode permitir que alguém ouça ou saiba das orações daqueles que oram em silêncio. Não vamos dar aos santos poderes sobre-humanos similares a onisciência. Além disso, o texto só está dizendo que eles podem ouvir a adoração e o louvor a Deus. O texto não diz que eles podem receber orações, nem deixa a entender que orar para eles é permitido. Tudo que diz é que eles podem ouvir a adoração e as orações. Não há nada sugerindo que aqueles que estão na Terra estejam pedindo as orações ou intercessões daqueles que estão no céu. Não há nada disso nesse texto, nem mesmo indícios.
Terceiro, mesmo se alguém conseguisse 'provar' que as orações vêm do céu, e que essas orações estão misturadas com as orações daqueles da Terra, ainda não está justificado os da Terra orarem para os do céu. No melhor caso, podemos dizer que as orações todos estão misturadas. Dizer além disso é querer ler nas Escrituras algo que não está lá.
Quarto, os santos que estão no céu podem ouvir todas as orações de todas as criaturas o tempo todo? A Igreja Católica Romana prefere dizer que é possível; caso contrário, não seria possível orar a Maria de forma legítima. A objeção padrão dos protestantes é que orar para santos implica em um tipo de onisciência nos mesmos. A Igreja Católica Romana responde que não podemos saber como é o estado daqueles que estão no céu, e logo não podemos concluir que eles não podem ouvir todas as nossas orações. Mas isso é um argumento vindo do silêncio. Em outras palavras, nós não sabemos como é, então nós concluímos que é possível. Essa é uma forma muito, muito fraca de se apresentar uma posição. Com isso, a Igreja Católica Romana acaba admitindo que as escrituras não ensinam o seu dogma de orar para santos. A Igreja Católica Romana precisa inferir isso das escrituras, e ler além do texto para defender o seu erro.
Para Quem devemos orar?
Não há nenhum ensinamento bíblico que diga que devemos orar para aqueles que estavam vivos na Terra e agora estão no céu. Apocalipse, o mesmo livro usado por eles para justificar sua posição, diz o seguinte:
"Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Olha, não faças tal: sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia." (Ap 19:10).
João quer se lançar aos pés do anjo e adorá-lo. Mas o anjo o diz para que não o faça, porque ambos são criaturas. Se o anjo diz que é uma criatura, assim como João, e que João não pode se lançar aos seus pés, então ninguém deve se prostrar perante um anjo, ou qualquer outra criatura, para oferecer adoração. Orações estão incluídas em adoração. Logo, ninguém deve orar para nenhuma criatura.
Biblicamente, orações sempre são oferecidas a Deus, como uma forma de adorá-Lo. Toda e qualquer religião vê oração como um ato de adoração ao seu(s) deus(es), uma vez que orações contém pedidos, confissões de pecados, pedidos por intercessão, etc, coisas que são recebidas e respondidas por Deus, não por criaturas. Além disso, oração não é a mesma coisa que uma conversa cara-a-cara. Oração é uma petição humilde para o Senhor, e não para um amigo que está no mesmo quarto que você, ou do outro lado da linha do telefone -- ou no céu. A oração é oferecida a Deus, nunca a nenhuma criatura. Orar para uma criatura é oferecer adoração que deveria ser dirigida somente a Deus, e a Igreja Católica Romana precisa de se arrepender dessa prática falsa e idólatra, a prática de orar para os santos.
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Maria como alvo de adoração |
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Texto tirado dos Documentos do Concílio Vaticano II, constituição Lumen Gentium, parágrafos 65 e 66, disponíveis no website oficial do vaticano (www.vatican.va).
65. Mas, ao passo que, na Santíssima Virgem, a Igreja alcançou já aquela perfeição sem mancha nem ruga que lhe é própria (cfr. Ef. 5,27), os fiéis ainda têm de trabalhar por vencer o pecado e crescer na santidade; e por isso levantam os olhos para Maria, que brilha como modelo de virtudes sobre toda a família dos eleitos (POINT 1). A Igreja, meditando piedosamente na Virgem, e contemplando-a à luz do Verbo feito homem, penetra mais profundamente, cheia de respeito, no insondável mistério da Encarnação, e mais e mais se conforma com o seu Esposo. Pois Maria, que entrou intimamente na história da salvação, e, por assim dizer, reune em si e reflecte os imperativos mais altos da nossa fé, ao ser exaltada e venerada, atrai os fiéis ao Filho (POINT 2), ao Seu sacrifício e ao amor do Pai. Por sua parte, a Igreja, procurando a glória de Cristo, torna-se mais semelhante àquela que é seu tipo e sublime figura, progredindo continuamente na fé, na esperança e na caridade, e buscando e fazendo em tudo a vontade divina. Daqui vem igualmente que, na sua acção apostólica, a Igreja olha com razão para aquela que gerou a Cristo (POINT 3), o qual foi concebido por acção do Espírito Santo e nasceu da Virgem precisamente para nascer e crescer também no coração dos fiéis, por meio da Igreja. E, na sua vida, deu a Virgem exemplo daquele afecto maternal de que devem estar animados todos quantos cooperam na missão apostólica que a Igreja tem de regenerar os homens.
IV. O CULTO DA BEM-AVENTURADA VIRGEM NA IGREJA
Natureza e fundamento do culto
66. Exaltada por graça do Senhor e colocada, logo a seguir a seu Filho, acima de todos os anjos e homens, Maria que (POINT 4), como mãe santíssima de Deus (POINT 5), tomou parte nos mistérios de Cristo, é com razão venerada pela Igreja com culto especial. E, na verdade, a Santíssima Virgem é, desde os tempos mais antigos, honrada com o título de «Mãe de Deus», e sob a sua protecção se acolhem os fiéis, em todos os perigos e necessidades (191). Foi sobretudo a partir do Concílio do Éfeso que o culto do Povo de Deus para com Maria cresceu admiràvelmente, na veneração e no amor, na invocação e na imitação, segundo as suas proféticas palavras: «Todas as gerações me proclamarão bem-aventurada, porque realizou em mim grandes coisas Aquele que é poderoso» (Luc.1,48).
Comentários acerca deste texto
- Nenhuma passagem das escrituras nos ensina a fixar nossos olhos em qualquer pessoa, a não ser no próprio Senhor. Nos é ensinado a fixar os nossos olhos em Jesus, o autor e consumador da nossa fé (Hb 12:2). Além disso, é Jesus o nosso modelo de virtudes, e não Maria. Apesar do fato que ela era muito abençoada, e sem dúvida uma mulher de Deus, ela ainda precisava de um salvador. Maria disse, "e o meu espírito exulta em Deus meu Salvador;" (Lucas 1:47). Ao contrário do ensinamento católico romano que diz que Maria não tinha pecado, a própria Maria admite que Deus é o seu salvador. Uma pessoa sem pecados não precisa de um salvador. É na pessoa de Jesus que a graça e a verdade (e todas as virtudes) são exemplificadas. Nossos olhos devem ser mantidos Nele.
- O único que deve ser exaltado e venerado é Deus. Jesus disse: "Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás."(Mt 4:10). O perigo imenso de exaltar e venerar alguém ou algo que não seja Deus, como Maria, é mostrado em Êxodo 20:4-5, "Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.". Deus claramente nos avisa para não criarmos nem nos prostrarmos diante de nenhum ídolo. É desnecessário dizer que as incontáveis
imagens de Maria pelas igrejas católicas de todo o mundo são como templos de idolatria, uma vez que todos os dias milhares de católicos quebram esse mandamento de Deus, se prostrando diante dessas imagens de adoração.
- Devemos olhar somente para Cristo. Quando tiramos nossos olhos de Jesus e os colocamos em qualquer outra coisa ou pessoa, somos desviados.
- Onde nas escrituras isso é ensinado? Onde está escrito que Maria foi exaltada acima de todos os anjos e homens, logo a seguir a seu filho? Isso significaria que Maria está apenas abaixo de Jesus, o criador do universo. Esse comentário não é bíblico. Esse ensinamento não pode ser encontrado em lugar algum na Bíblia, e deve ser abandonada.
- Isso é uma terminologia enganosa. Maria não é a mãe de Deus, como se Deus, o criador do universo, tivesse uma mãe. A natureza divina não tem uma mãe, uma vez que Deus é eterno e auto-suficiente. Na verdade, Maria é a mãe da natureza humana de Jesus, não a mãe da natureza divina. A natureza humana tomou suaessência biológica de Maria. A natureza divina veio de Deus. Porém, temos que tomar cuidado aqui. Maria é, apesar de tudo, mãe da pessoa de Cristo, que tem duas naturezas: divina e humana. Logo, nesse sentido, ela pode ser chamada de mãe de Deus.
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Maria teve outros filhos? |
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Um dos ensinamentos mais controversos da Igreja Católica é a virgindade perpétua de Maria. Essa doutrina diz que Maria continuou sendo uma virgem após o nascimento de Jesus, e que as referências bíblicas que sugerem que Jesus tinha irmãos são, na verdade, referências a primos (Catequismo da Igreja Católica, parágrafo 510).
À medida que a adoração a Maria foi aumentando pelos séculos, a Sagrada Tradição se tornou um meio de promover novas doutrinas não ensinadas explicitamente na Bíblia. A virgindade de Maria é claramente ensinada nas escrituras, quando estas descrevem o nascimento de Jesus. Mas seria essa doutrina da virgindade perpétua justificada através da Bíblia? Maria perdeu sua virgindade depois que Jesus nasceu? A Bíblia revela que Maria teve outros filhos, que Jesus tinha irmãos e irmãs?
A Bíblia não declara que Maria permaneceu uma virgem, e que ela não teve outros filhos. Na verdade, a Bíblia parece ensinar o contrário.
Mateus 1:24-25 - "E José, tendo despertado do sono, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu sua mulher;e não a conheceu enquanto ela não deu à luz um filho; e pôs-lhe o nome de JESUS."
Mateus 12:46-47 - "Enquanto ele ainda falava às multidões, estavam do lado de fora sua mãe e seus irmãos, procurando falar-lhe. Disse-lhe alguém: Eis que estão ali fora tua mãe e teus irmãos, e procuram falar contigo."
Mateus 13:55 - "Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, José, Simão, e Judas?"
Marcos 6:2-3 - "Ora, chegando o sábado, começou a ensinar na sinagoga; e muitos, ao ouví-lo, se maravilhavam, dizendo: Donde lhe vêm estas coisas? e que sabedoria é esta que lhe é dada? e como se fazem tais milagres por suas mãos? Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? e não estão aqui entre nós suas irmãs? E escandalizavam-se dele."
João 2:12 - "Depois disso desceu a Cafarnaum, ele, sua mãe, seus irmãos, e seus discípulos; e ficaram ali não muitos dias."
Atos 1:14 - "Todos estes perseveravam unanimemente em oração, com as mulheres, e Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele."
1 Coríntios 9:4-5 - "Não temos nós direito de comer e de beber? Não temos nós direito de levar conosco esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas?"
Gálatas 1:19 - "Mas não vi a nenhum outro dos apóstolos, senão a Tiago, irmão do Senhor."
Uma leitura inicial desses textos bíblicos parece resolver a questão: Jesus tinha irmãos e irmãs. Mas esses textos óbvios são respondidos por teólogos católicos. O argumento principal que eles têm contra esses textos bíblicos é o seguinte:
Em grego, a palavra para irmão é adelphos, e para irmã é adelphe. Essa palavra é usada em contextos diferentes: filhos dos mesmos pais (Mt 1:2; 14:3), descendentes mais distantes (Atos 7:23, 26; Hb 7:5), os judeus como um todo (Atos 3:17,22), etc. Logo, o termo irmão (e irmã) pode se referir aos primos de Jesus, e nesse caso se refere.
Com certeza há algum mérito nesse argumento. Porém, contextos diferentes dão significados diferentes a palavras. Não é correto dizer que, porque uma palavra tem vários significados possíveis, pode-se transferir um significado qualquer para qualquer texto que use a palavra. Em outras palavras, só porque a palavra irmão significa primo em um texto, não significa que ela tem esse mesmo significado em outro texto. Logo, cada versículo deve ser analisado em seu respectivo contexto, para determinar o seu significado.
Vamos analisar brevemente alguns versículos que lidam com os irmãos de Jesus.
Mateus 12:46-47 - "Enquanto ele ainda falava às multidões, estavam do lado de fora sua mãe e seus irmãos, procurando falar-lhe. Disse-lhe alguém: Eis que estão ali fora tua mãe e teus irmãos, e procuram falar contigo."
Mateus 13:55 - "Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, José, Simão, e Judas?"
Se, nesses dois trechos, os irmãos de Jesus não são realmente seus irmãos, e sim seus primos, então quem é a Sua mãe, e quem é o carpinteiro? Em outras palavras, mãe aqui se refere a Maria. O carpinteiro em Mt 13:55 se refere a José. Literalmente. Ainda assim, os teólogos católicos ainda dirá: "Mesmo o carpinteiro se referindo a José, e a mãe se referindo a Maria, irmãos não significa irmãos, e sim primos." Essa não parece ser uma conclusão legítima. Você não pode mudar todo o sentido contextual no meio de uma frase, a não ser que seja obviamente necessário. O contexto é claro. Esses versículos estão falando sobre José, Maria, e os irmãos de Jesus. O contexto todo é um de relacionamento familiar: pai, mãe e irmãos.
Salmo 69, um Salmo Messiânico
Existem vários argumentos contra e a favor a respeito dos irmãos de Jesus. Mas a questão não pode ser resolvida sem examinarmos o Salmo 69, um salmo messiânico. Jesus cita Salmos 69:4 em João 15:25, "Mas isto é para que se cumpra a palavra que está escrita na sua lei: Odiaram-me sem causa."
Ele também cita Salmos 69:9 em João 2:16-17, "e disse aos que vendiam as pombas: Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai casa de negócio. Lembraram-se então os seus discípulos de que está escrito: O zelo da tua casa me devorará."
Claramente o Salmo 69 é um salmo messiânico, uma vez que Jesus o citou em referência a si mesmo duas vezes. Isso é importante por causa do que está escrito entre os versículos que Jesus citou.
Para que tenhamos todo o contexto, aqui está o Salmo 69:4-9:
"4Aqueles que me odeiam sem causa são mais do que os cabelos da minha cabeça; poderosos são aqueles que procuram destruir-me, que me atacam com mentiras; por isso tenho de restituir o que não extorqui. 5Tu, ó Deus, bem conheces a minha estultícia, e as minhas culpas não são ocultas. 6Não sejam envergonhados por minha causa aqueles que esperam em ti, ó Senhor Deus dos exércitos; não sejam confundidos por minha causa aqueles que te buscam, ó Deus de Israel. 7Porque por amor de ti tenho suportado afrontas; a confusão me cobriu o rosto. 8Tornei-me como um estranho para os meus irmãos, e um desconhecido para os filhos de minha mãe. 9Pois o zelo da tua casa me devorou, e as afrontas dos que te afrontam caíram sobre mim."
Esse salmo messiânico claramente mostra que Jesus tinha irmãos. Como diz Amós 3:7, "Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas." A vontade de Deus se revelou claramente no Novo Testamento, e profeticamente no Velho. O Salmo 69 mostra que Jesus tinha irmãos.
Maria teve outros filhos? A Bíblia parece indicar que sim. A Tradição Católica diz que não. Em qual dos dois você vai confiar?
Claro, um católico simplesmente ira dizer que até mesmo a frase "os filhos de minha mãe" é uma referência não aos irmãos de Jesus, mas aos seus primos e outros parentes. Isso é uma coisa que o católico precisa dizer, caso contrário a virgindade perpétua de Maria é ameaçada, e já que isso seria contrário à Tradição Católica Romana, uma interpretação consistente com a Tradição precisa ser escolhida.
A questão é: "Foi Jesus aceito por Seus irmãos?". Não, ele não foi. João 7:5 diz "Pois nem seus irmãos criam nele.". Além do mais, Salmos 69:8 diz "meus irmãos" e "os filhos de minha mãe." Devemos interpretar estas duas referências como referências para os primos de Jesus? Claro que não. Os católicos gostam de dizer que "irmãos" significa "primos". Porém, se esse é o caso, então quando lemos "um desconhecido para os filhos de minha mãe", podemos perceber que o escritor está adicionando uma distinção, impedindo que o significado seja outro. Em outras palavras, Jesus foi um desconhecido para os seus irmãos, Seus próprios meio-irmãos vindos de Maria.
É triste ver a Igreja Católica Romana indo tão longe para manter a virgindade de Maria, algo que é uma violação da lei bíblica de se casar e povoar a terra.
CARM - Christian Apologetics and Research Ministry
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Maria ocupa um lugar único na história bíblica. Ela deu a luz a Jesus pelo poder do Espírito Santo. Então ela cuidou do Messias. Entre as mulheres, ela é bendita (Lucas 1:42), e todos que se dizem cristãos reconhecem que ela foi um 'vaso' escolhido por Deus. Enquanto cristãos admitem a singularidade de Maria, a Igreja Católica, em suas próprias palavras, "clarificou a sua posição e natureza através da Sagrada Tradição.". Através dos séculos, mais e mais doutrinas acerca de Maria foram reveladas. Por exemplo:
| 1. |
Maria é chamada de Mãe de Deus
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431 DC |
| 2. |
Orações são oferecidas a Maria |
600 DC |
| 3. |
Imaculada Concepção (Maria nasceu e viveu sem pecado) |
1854 DC |
| 4. |
Assunção de Maria |
1950 DC |
| 5. |
Maria proclamada Mãe da Igreja |
1965 DC |
A revista Newsweek (25/8/1997, página 49) lançou uma reportagem que examinou uma questão crescente no catolicismo, onde pessoas estavam pedindo ao Papa que exercesse a infalibilidade papal para proclamar Maria como a "Co-Redentora, Mediadora de Todas as Graças, e Advogada do Povo de Deus". A Igreja Católica recusou esse pedido, mas isso serve de exemplo para a adoração católica a Maria -- mesmo quando essa adoração excede os limites bíblicos.
Alguns dos muitos títulos de Maria
(De agora em diante abreviaremos Catecismo da Igreja Católica para CIC).
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- A Mãe dos membros de Cristo (CIC, par.963)
- Advogada, auxiliadora, socorro e medianeira (CIC, par.969)
- Rainha (CIC, par. 966)
- Esposa do Espírito Santo (www.vatican.va)
- Maria Rainha dos apóstolos
- Rainha dos anjos
- Rainha dos profetas
- Mãe Santa de Deus (CIC, par. 721)
- Mãe da Igreja (CIC, par. 963)
- Mãe da graça divina
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- Espelho de justiça
- Trono de Sabedoria
- Rosa Mística
- Torre de Davi
- Estrela da Manhã
- Porta do Céu
- Rainha da Paz
- Rainha do Universo
- Causa da nossa alegria
- Glória de Israel
- Arca da aliança
- Refúgio dos pecadores
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Obras de Maria
- Pelas suas orações, livra almas da morte (CIC, par. 966)
- "Pois Maria, ao ser exaltada e venerada, atrai os fiéis ao Filho..." (Concílio Vaticano II, Lumen Gentium, par 65 em contexto).
- "Essa Mãe,..., está esperando e preparando seu lugar para você." (Manual do Católico de Hoje, Capítulo 9).
Diversos
- Ela permaneceu uma virgem após o nascimento de Jesus (CIC, par. 510).
- "Encontra a sua expressão nas festas litúrgicas dedicadas à Mãe de Deus e na oração mariana, como o santo rosário,resumo de todo o Evangelho." (CIC, par. 971)
- "Terminado o curso da sua vida terrena, a santíssima Virgem Maria foi elevada em corpo e alma para a glória do céu,..." (CIC, par. 974)
- "Exaltada por graça do Senhor e colocada, logo a seguir a seu Filho, acima de todos os anjos e homens..." (Concílio Vaticano II, Lumen Gentium, par. 66)
- "Preservada imune de toda a mancha da culpa original". (CIC, par. 966).
Como você pode perceber, Maria é colocada em um lugar de prestígio na teologia católica. Devido à sua posição exaltada no céu, ela é capaz de se aproximar do Filho com pedidos e petições dos seus seguidores. Ela é adorada, alvo de orações, e buscada por milhões de devotos.
Maria é bendita entre as mulheres.
Maria é sem dúvida alguma bendita entre as mulheres (Lucas 1:42). Mas, será que é apropriado atribuir a ela títulos como "Nossa Rainha, Nossa Senhora, Nossa Mãe, Nossa Vida, Nossa Alegria, ou Nossa Esperança"? Eu não posso concordar com isso, nem entender o motivo. Ela era imaculada, sem pecados? Parece que não, uma vez que ela deixa claro que precisa de um salvador em Lucas 1:47, "E o meu espírito exulta em Deus meu Salvador;" Ela permaneceu virgem após o nascimento de Jesus? Novamente, parece que não, uma vez que Mateus 1:25 diz que José, "não teve relações com ela enquanto ela não deu à luz um filho. E ele lhe pôs o nome de Jesus." Ela é mediadora, e intercede por pecadores? Novamente, as escrituras parecem contradizer isso quando dizem que Jesus é o único mediador entre Deus e os homens (1 Tm 2:5). Ela é exaltada acima de todos os anjos? Não há nada nas escrituras que diga que sim. Ela pode ouvir simultaneamente as orações de milhares de pessoas de todo o mundo, em línguas diferentes? Novamente, não há nada na palavra de Deus que nos leve a acreditar nisso.
Por favor entenda que o CARM não está atacando Maria, ou a sua maravilhosa posição na história. Ao invés disso, procuramos examinar a sua posição de acordo com a revelação bíblica, e responder às questões que levantamos. Temos esperança que com fé, e de acordo com a palavra de Deus, podemos olhar para as escrituras em busca das respostas.
- Essas datas foram tiradas do livro Roman Catholicism, de Loraine Boettner, Phillipsburg, NJ: Presbyterian and Reformed Publishing, 1962, p.7-9.
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Somos salvos somente pela fé, ou precisamos de obras também? |
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Católicos Romanos geralmente mencionam que a Bíblia nunca diz que somos salvos somente pela fé, e que a frase "somente pela fé" só ocorre uma vez, em Tiago, onde diz que não somos salvos somente pela fé. Se é assim, porque os protestantes dizem que somos justificados somente pela fé, e não pelas obras? Porque a Bíblia ensina que somos justificados somente pela fé, e não por obras.
A seguir temos uma lista de versículos sobre a salvação pela fé. Por favor, note que fé e obras são colocadas em contraste. Em outra palavras, nós somos salvos pela fé, "sem as obras da lei", e a salvação "não vem das obras". A questão é que só existem duas opções: ou somos salvos somente pela fé ou não. Já que temos fé e obras (tanto conceitualmente quanto na prática), então somos salvos ou somente pela fé ou pela fé e obras. Não existe outra opção.
Se percebemos que as escrituras excluem qualquer tipo de obras como meios de salvação, então logicamente somos salvos somente pela fé. Vamos dar uma olhada no que a Bíblia diz sobre fé e obras. Em seguida, discutiremos o que Tiago quer dizer quando fala sobre "somente pela fé".
- Rm 3:28-30, "Concluímos pois que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei. É porventura Deus somente dos judeus? Não é também dos gentios? Também dos gentios, certamente, se é que Deus é um só, que pela fé há de justificar a circuncisão, e também por meio da fé a incircuncisão."
- Rm 4:5, "Porém ao que não trabalha, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é contada como justiça;"
- Rm 5:1, "Justificados, pois, pela fé, tenhamos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo,"
- Rm 9:30, "Que diremos pois? Que os gentios, que não buscavam a justiça, alcançaram a justiça, mas a justiça que vem da fé."
- Rm 10:4, "Pois Cristo é o fim da lei para justificar a todo aquele que crê."
- Rm 11:6, "Mas se é pela graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça."
- Gl 2:16, "Sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, mas sim, pela fé em Cristo Jesus, temos também crido em Cristo Jesus para sermos justificados pela fé em Cristo, e não por obras da lei; pois por obras da lei nenhuma carne será justificada."
- Gl 2:21, "Não faço nula a graça de Deus; porque, se a justiça vem mediante a lei, logo Cristo morreu em vão."
- Gl 3:5-6, "Aquele pois que vos dá o Espírito, e que opera milagres entre vós, acaso o faz pelas obras da lei, ou pelo ouvir com fé? Assim como Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça."
- Gl 3:24, "De modo que a lei se tornou nosso aio, para nos conduzir a Cristo, a fim de que pela fé fôssemos justificados."
- Ef 2:8-9, "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie."
- Fp 3:9, "E seja achado nele, não tendo como minha justiça a que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé;"
Novamente, obras/Lei são contrastadas com fé repetidamente, e somos ensinados que não somos justificados de forma alguma pelas obras. Logo, somos justificados perante a Deus somente pela fé, e não pela fé e pelas obras.
Tiago 2:24, não somente pela fé
As escrituras ensinam claramente que somos salvos (justificados) pela fé em Cristo e o que Ele fez na cruz. Somente essa fé nos salva. Porém, não podemos parar aqui sem averiguar o que Tiago diz em Tiago 2:24, "Vedes então que é pelas obras que o homem é justificado, e não somente pela fé."
Não há contradição. Tudo o que você precisa fazer é observar o contexto. O capítulo 2 de Tiago tem 26 versículos: os versículos 1-7 nos ensinam a não fazer acepção de pessoas. Os versículos 8-13 são comentários acerca da Lei. Os versículos 14-26 são sobre a relação entre fé e obras.
Tiago começa essa parte usando um exemplo de alguém que diz ter fé, mas não tem obras. "Que proveito há, meus irmãos se alguém disser que tem fé e não tiver obras? Porventura essa fé pode salvá-lo?" (Tiago 2:14). Em outras palavras, Tiago está tratando de uma fé morta, uma fé que não é nada mais do que um pronunciamento verbal, uma confissão pública vinda da mente, que não vem do coração. É vazia, sem vida e sem ação. Ele começa com essa negação, e demonstra o que uma fé vazia significa (versículos 15-17, palavras sem ações). Em seguida, ele mostra que esse tipo de fé é igual à fé dos demônios (versículo 19). Finalmente, ele dá exemplos de fé viva, em que palavras sempre são seguidas de ações. Obras seguem a fé verdadeira, e demonstram a nossa fé para o nosso próximo, mas não a Deus. Tiago escreve sobre Abraão e Raabe, como exemplos de pessoas que demonstraram a sua fé pelas suas obras.
Em suma, Tiago está examinando dois tipos de fé: uma que leva a obras de Deus, e uma que não leva. Uma é verdadeira, outra é falsa. Uma é morta, outra é viva; daí "a fé sem as obras é estéril" (Tiago 2:20). Porém, ele não está contradizendo os versículos acima que dizem que salvação e justificação são alcançadas somente pela fé.
Além disso, note que Tiago cita o mesmo versículo que Paulo cita em Rm 4:3 juntamente com vários outros versículos que lidam com justificação pela fé. Tiago 2:23 diz, "E creu Abraão a Deus, e isso lhe foi imputado como justiça, e foi chamado amigo de Deus." Se Tiago estivesse tentando ensinar uma doutrina sobre fé e obras que estivesse em contradição com os outros escritores do Novo Testamento, ele não teria usado Abraão como exemplo. Logo, podemos ver que justificação é somente pela fé, e que Tiago estava falando a respeito de uma fé falsa, e não de uma fé verdadeira, quando ele diz que não somos justificados somente pela fé.
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O Evangelho para Católicos Romanos |
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Esse artigo é dividido em duas partes. A primeira explica e documenta a posição da Igreja Católica Romana quanto à justificação. A segunda apresenta o verdadeiro evangelho, em contraste com a posição da Igreja Católica. Se você quiser ir direto para a apresentação do evangelho para católicos, simplesmente pule a primeira parte.
Devido à grande ênfase na Tradição Sagrada dentro da Igreja Católica, além da maioria dos católicos romanos apelarem para a autoridade da Igreja Católica Romana, muitas vezes a Palavra de Deus é colocada abaixo da Igreja Católica em si, quando a questão é autoridade. Por causa disso, muitos católicos apelam para as suas obras, combinadas com o sacrifício de Cristo, como forma de serem justificados perante a Deus. O Concílio de Trento demonstra isso explicitamente:
"Se alguém disser que o homem é absolvido dos seus pecados e justificado porque crê indubitavelmente que é absolvido e justificado; ou, que ninguém é verdadeiramente justificado, senão quem crer que é justificado; e que somente com esta fé se efetua a absolvição e a justificação — seja excomungado." (Cânon 14)
Justificação é a declaração legal de Deus a respeito do pecador, onde Deus declara que o pecador é justo diante Dele. Essa justificação é baseada completamente e somente na obra de Cristo na cruz. Nós não podemos conquistar justificação, ou merecer justificação de forma alguma, além dessa. Se pudéssemos, então Cristo teria morrido sem propósito. "Não faço nula a graça de Deus; porque, se a justiça vem mediante a lei, logo Cristo morreu em vão." (Gl 2:21). Uma vez que justiça não pode vir pela Lei (através dos nossos esforços ou merecimentos), a Bíblia declara que somos justificados diante de Deus pela fé:
- "Concluímos pois que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei." (Rm 3:28)
- "Pois, que diz a Escritura? Creu Abraão a Deus, e isso lhe foi imputado como justiça." (Rm 4:3)
- "Porém ao que não trabalha, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é contada como justiça;" (Rm 4:5)
- "Justificados, pois, pela fé, tenhamos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo," (Rm 5:1)
- "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus;" (Ef 2:8)
Porém, no Catolicismo Romano, a justificação pela fé é negada.
"Se alguém disser que a fé que justifica não é outra coisa, senão uma confiança na divina misericórdia, que perdoa os pecados por causa de Cristo ou que é só por esta confiança que somos justificados — seja excomungado." (Cânon 12, Concílio de Trento)
Em quem devemos acreditar? Na Igreja Católica Romana ou na palavra de Deus? Além disso, a Igreja Católica também diz que a justificação é recebida não pela fé, mas pelo batismo. O Catecismo da Igreja Católica diz, no parágrafo 1992, que "A justificação é concedida pelo Baptismo, sacramento da fé." Isso significa que fé não é o instrumento para a obtenção da justificação; o instrumento é uma ordenança conduzida por um padre da Igreja Católica Romana.
A Igreja Católica mantém que o batismo é apenas a graça inicial na estrada da justificação. O Católico Romano deve, então, manter a sua posição diante de Deus pelos seus esforços ou méritos.
"Ninguém pode MERECER a graça primeira, que está na origem da conversão. Sob a moção do Espírito Santo, podemos MERECER; para nós mesmos e para outrem, todas as graças úteis para chegar à vida eterna, bem como os bens temporais necessários." (Catecismo da Igreja Católica, Parágrafo 2027).
O problema aqui é que a Igreja Católica está nos ensinando a "merecer para nós mesmos e para outrem todas as graças úteis para chegar à vida eterna.". Você não pode merecer graça. Graça é um favor não merecido. Merecer é, de acordo com o Catecismo, parágrafo 2006, "...a retribuição devida por uma comunidade ou sociedade à acção de um dos seus membros, experimentada como um benefício ou um malefício, digna de recompensa ou de castigo...". Isso significa que merecimento é algo que nos é devido. Em contraste, graça é algo que não merecemos, não nos é devido. Logo, a Igreja Católica está ensinando o contrario da palavra de Deus, no quesito graça e justificação.
O triste resultado é que, dentro do Catolicismo Romano, justificação diante de Deus é um processo que é mantido pelo esforço e obras do católico romano. Isso é um ensinamento muito infeliz, uma vez que coloca um peso de justiça por obras impossível de carregar sobre os ombros do pecador. Em contraste, a Bíblia ensina que justificação e salvação são pela fé.
- "Porém ao que não trabalha, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é contada como justiça;" (Rm 4:5)
- "Justificados, pois, pela fé, tenhamos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo," (Rm 5:1)
- "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus;" (Ef 2:8)
O Evangelho para Católicos Romanos
O Evangelho para Católicos Romanos é o mesmo evangelho que se aplica a qualquer outra pessoa. Ele é obtido pela graça, através da fé daquele que acredita e confia apenas em Jesus, que é Deus encarnado, para o perdão dos seus pecados. Salvação não é encontrada em uma igreja verdadeira. Salvação não é encontrada sendo bom. Salvação não é encontrada em boas obras. Salvação não é encontrada em um coração sincero. Salvação não é encontrada no 'pagamento' dos nossos pecados passados através de esforços de restauração,penitências ou indulgências. Você nunca poderá fazer o suficiente para agradar a Deus.
Porque Deus é tao infinitamente santo e justo, e porque somos pecadores, somos incapazes de agradar a Deus em qualquer coisa que façamos. Na verdade, nossas obras justas são consideradas trapos de imundície por Deus (Is 64:6). Você não pode fazer nada para merecer, ou manter o perdão de Deus. Salvação perante a Deus não nos é entregada através de um sacerdote terreno da Igreja Católica através do derramamento de agua, ou penitências, ou repetição de orações decoradas. Salvação para o cristão não é mantida através do esforço do homem que tem esperança, tenta, e/ou se preocupa em ser bom o suficiente para continuar salvo.
Tal erro só pode levar a desespero, e falta de esperança, e uma dependência desesperada e desmerecida na Igreja Católica Romana como único método através do qual salvação pode ser distribuída ou mantida. Nesse erro, as pessoas geralmente tentam alcançar o céu sendo boas, fazendo o que a Igreja Católica os ensina a fazer, fazendo orações a Maria, por indulgências, pelo Rosário, e por várias outras obras feitas por homens. Lembre-se, na Igreja Católica Romana, salvação é através da Igreja e seus sacramentos, não através de Jesus somente, da fé em Jesus apenas. É exatamente assim que cultos como Mormonismo ou Testemunhas de Jeová trabalham - ambos ensinam que a salvação de verdade é encontrada somente em suas respectivas igrejas, e seguindo as revelações e autoridades dos seus líderes e tradições.
Você está cansado do requerimento de obras?
Em contraste com a posição da Igreja Católica Romana, se você quer ser perdoado dos seus pecados de uma vez por todas, então você precisa vir para Cristo (Mt 11:28). Você precisa receber Jesus como o seu Senhor e Salvador (João 1:12; Rm 10:13). Você precisa pedir a Jesus para perdoar você pelos seus pecados (João 14:14), e confiar somente Nele, sem confiar em qualquer coisa que você possa fazer. Lembre-se, suas boas obras não têm mérito algum diante de Deus (Is 64:6). Além disso, se você tem fé, é porque essa fé é obra de Deus (João 6:28-29). Se você crê, é porque isso lhe foi concedido por Deus (Fp 1:29). Não é porque você foi batizado, ou porque você tem sido bom, ou sincero. É tudo por causa de Deus. O Senhor deve receber toda a glória pela salvação, porque ela depende totalmente e completamente Dele. Salvação depende de Cristo somente, e é recebida pela fé, independente de obras.
Por favor, leia os versículos a seguir com cuidado:
- "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;" (Rm 3:23)
- "Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor." (Rm 6:23)
- "levando ele mesmo os nossos pecados em seu corpo sobre o madeiro, para que mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados. (1 Pe 2:24)
- "Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus." (2 Co 5:21)
- "Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu a farei." (João 14:14)
- "Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas." (Mt 11:28-29)
- "Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus;" (João 1:12)
- "Não faço nula a graça de Deus; porque, se a justiça vem mediante a lei, logo Cristo morreu em vão." (Gl 2:21)
- "concluímos pois que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei." (Rm 3:28)
- "Pois, que diz a Escritura? Creu Abraão a Deus, e isso lhe foi imputado como justiça." (Rm 4:3)
- "porém ao que não trabalha, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é contada como justiça;" (Rm 4:5)
- "Estas coisas vos escrevo, a vós que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna" (1 Jo 5:13)
Um exemplo de oração
Esse exemplo de oração não é uma formula, mas uma representação de princípios bíblicos pelos quais talvez fique mais para que você entenda o verdadeiro evangelho, e receba Cristo como seu Senhor e Salvador. Não é uma formula derivada da Tradição Sagrada, ou estampada com o selo de aprovação da Igreja Católica Romana. Seus princípios vêm das escrituras: somos pecadores; Deus é Santo; não podemos merecer a salvação; salvação é um presente de graça; orar a Jesus Cristo; Jesus é o único caminho; fé ; etc.
"Senhor Jesus, eu admito que sou um pecador e que tenho te ofendido quebrando a sua Lei Santa. Eu confesso meus pecados a ti, Senhor, e peço perdão. Perdão que só peço a ti, e a mais ninguém. Eu reconheço quem tu és, Deus encarnado, criador, Senhor humilde, que levou os meus pecados em Seu corpo na cruz. Eu venho somente a ti, e confio somente em ti, pela fé, para o perdão completo dos meus pecados, para que eu possa ter a vida eterna. Eu te peço, Jesus, que venha ao meu coração, que seja o meu Senhor, que perdoe os meus pecados. Senhor, eu confio somente em ti, somente na obra da cruz, e não em qualquer igreja, qualquer santo, não em Maria, não em qualquer sacerdote, mas somente em ti. Senhor Jesus, eu te recebo, e venho a ti, e peço que me perdoe e justifique pela fé. Eu confio somente em ti. Obrigado."
Se você é um Católico Romano, e confiou somente em Cristo para o perdão dos seus pecados, bem vindo ao corpo de Cristo. Bem vindo à salvação, e ao presente de graça do perdão em Jesus.
A partir de agora, eu recomendo fortemente que você leia a Bíblia regularmente, converse com Jesus diariamente em oração, e procure uma igreja que ensine e seja focada em Jesus como Senhor, Jesus como Salvador, além de confiar na Bíblia somente.
CARM - Christian Apologetics and Research Ministry
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