| COPA, FENÔMENO TRANSCULTURAL |
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Começou a Copa do mundo! Mais ainda, o Brasil estréia hoje contra a inexpressiva Coréia do Norte, que não participa de copas a décadas. Quanto a ser um país carente de nossas orações, o assunto é outro, segundo a missão Portas Abertas trata-se de um dos países de maior perseguição ao evangelho. Mas voltando a copa... é incrível o poder do esporte e do marketing esportivo. Todos os dias inúmeras reportagens sobre costumes e culturas diferentes serão descortinados diante de nós por várias emissoras. Como um passe de mágica a mídia passará a fornecer dados (quase como uma agência missionária) sobre a localização, alimentação, idioma e situação dos países participantes da copa. O esporte nos chama a atenção ao fato que não estamos sós neste mundo, todos estamos em um emaranhado de culturas, línguas, costumes, conflitos e interesses. A copa até serve como uma nuvem de fumaça para as crises financeiras de países da Europa que acabam afetando o mundo todo ou os intermináveis conflitos político-militares entre nações aqui e acolá. Mas voltando a copa... não tem como, mesmo que você desta vez não queira se envolver tanto, o clima acaba contagiando. As ruas pintadas, as bandeiras e bandeirinhas nas ruas, os dias de jogos do Brasil, que acabam se transformando em feriados ou semi feriados oficial ou extra oficialmente. Nesse momento é que nós podemos medir a força que a mídia exerce sobre o brasileiro, não há nada de mal em ser patriota, mesmo que nosso patriotismo seja mais ligado com futebol do que qualquer outra coisa. O preocupante é quando notamos que certas emissoras não fazem somente uma cobertura da copa e sim um envolvimento psicológico no pico a fim de estourar no Ibope. Tudo isto é natural, afinal é assim que o comércio vive, de promoções, da necessidade, de envolvimento e da necessidade de envolvimento, só que precisamos estar consciente que todo este sistema opera nas entrelinhas. Mas voltando a copa... nas reportagens sobre os jogos você pode notar que o fenômeno não acontece somente com os brasileiros, pessoas dos países participantes pintam os rostos, vestem-se a caráter e torcem ah como torcem pelos seus países. Quando assisto reportagens assim noto que em todo o lugar somos bem parecidos apesar das diferenças, só muda o endereço, e no caso endereços muito distantes. Mas voltando a copa, creio que podemos constatar que há como motivar sim o povo de nossas Igrejas com missões transculturais. O Senhor Jesus disse “O campo é o mundo” e também nos comissionou até aos confins da terra simultaneamente com nossa obra local e no nosso país (Atos 1:8). Não podemos nos dar ao luxo de falar sobre as outras nações somente em época de copa e olimpíadas. O esporte promove interação entre os vários países, ainda que o objetivo seja entretenimento. No caso da Igreja o apóstolo Paulo ensina que precisamos correr a fim de alcançar uma coroa incorruptível. Ou seja, no cumprimento de sua tarefa, a Igreja não deve ser passiva e se intimidar com a distância no que diz respeito às missões mundiais. Podemos enviar, podemos orar e podemos até ir se for à vontade de Deus para as nossas vidas. A copa do mundo tão cobiçada por todos mais cedo ou mais tarde perecerá, enquanto que a Igreja lida com o evangelho e a eternidade. No próximo mês as vuvuzelas tão ecoadas ininterruptamente na copa já não serão mais ouvidas, ao menos por aqui enquanto que a qualquer momento a última trombeta soará, então em vista disso precisamos nos interessar mais pelo mundo da mesma forma que Deus o vê, global e transculturalmente. |