Igreja Batista Regular em Diadema - IBARD

SALOMÃO E O CASO ISABELA

1° REIS 3:16-28

 

Finalmente chegou ao fim (?) o chamado pela mídia “caso Isabela”, durante dois anos a má notícia teve seus dois picos, o acontecimento em si e seus desdobramentos e o tão esperado julgamento. Estes dois fatos estiveram separados por um grande “vale” que foi o andamento do processo enquanto os réus aguardavam no presídio do Tremembé no interior de São Paulo.

Programas de televisão de circulação nacional contataram inúmeras vezes especialistas para discorrerem sobre o assunto e participar de acalorados debates.

Um tema recorrente foi a dúvida sobre o que aconteceu realmente, pois até hoje os réus não se confessaram como culpados.

Tanto o promotor público quanto a defesa tentaram como puderam expor suas convicções a fim de comprovarem sua tese. Grande parte da sociedade brasileira, acostumada com a série importada CSI (“investigação da cena do crime”) agora se deparou mais de perto com o trabalho da chamada Polícia Científica.

Ficamos impressionados quando ouvimos que são centenas de “casos Isabela” que acontecem em nosso país continental e que não contam com os mesmos recursos e muito menos tem repercussão na mídia.

O prazo de dois anos assim foi, por incrível que pareça um recorde para o julgamento do caso.

Imaginem dois anos de recursos e apelações, autos, papeladas, evidências, questionamentos, conjecturas.

Após todos estes procedimentos, finalmente chegou-se ao julgamento diante do tribunal do júri. Todos os principais veículos de comunicação cobriram o caso durante uma semana inteira. Imagino que os jurados tiveram a sua disposição diversos recursos para decidirem a favor ou contra o casal acusado de jogar uma menina pela janela.

O casal foi julgado por “evidências circunstanciais”. Uma evidência circunstancial representa um conjunto de fatos e provas, a partir dos quais se pode chegar a uma conclusão equilibrada.

Enfim acompanhei juntamente com milhões de brasileiros em rede nacional o veredicto do juiz após a avaliação do júri. CULPADOS, seguiu-se a sentença de acordo com os ditames do código penal brasileiro. Confesso que me senti aliviado, mas ao mesmo tempo contrariado com um público que consegue transformar qualquer coisa em “carnaval”, rindo para as câmeras esquecendo toda a tristeza de todo o episódio.

Tudo isto me levou a pensar na passagem em que o rei Salomão, sem CSI, promotores ou advogados de defesa, polícia científica ou jurados decretou uma sentença. O prazo também impressiona, a sentença saiu na hora, após uma pretensa medida drástica. Uma antiga tradição jurídica da região estipulava que no caso de um impasse sobre uma sentença o juiz deveria dividir a propriedade em partes iguais, mas ninguém pensaria da aplicação desta lei a um bebê!

Lembram da passagem? Duas mulheres, uma deita sobre o seu filho matando-o acidentalmente; em uma manobra desumana e egoísta, esta rouba o filho da outra e ainda a acusa de ser a culpada do mesmo acidente que cometera. O rei capacitado por Deus com sabedoria anuncia a divisão do bebê em dois. O que impressiona é a filosofia de uma das mulheres no pior estilo “se não for para ficar comigo não vai ficar com mais ninguém”. Para aqueles que ainda não estão convencidos com a conclusão do “caso Isabela”, julgando impossível alguém cometer tal ato e não voltar atrás arrependido, note esta passagem. O pecado é capaz de desumanizar, em contrapartida o amor verdadeiro mostrou quem de fato era a verdadeira mãe.

As duas falaram perante o rei, mas a verdade só foi descoberta pela sabedoria de Deus.

Este caso do “casal Nardoni” só ratifica o que o pecado é capaz de fazer com a natureza humana. Dizem que o que mais impressionou os jurados foi a apresentação do promotor Sembranelli de uma “linha do tempo” do crime concluída a partir do GPS do carro do casal e de suas ligações minutos após a menina chocar-se com o chão.

Como o júri estou convencido sobre a culpa do casal, mas se na pior das hipóteses todos estivermos errados e houver realmente outro “verdadeiro” culpado, isto só comprovaria a força do pecado na produção de um gênio monstro, que conseguiu enganar a todos sem deixar rastro.

Diante de tudo isto devemos agradecer pela misericordiosa GRAÇA de Deus que nos resgatou da pena e poder do pecado e no futuro nos livrará da presença do pecado e nos fará habitar em um local de plena JUSTIÇA.

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